Basta! Eu quero paz! Sem armas, crimes ou violências!

paz

Olá amigos! Hoje, além dos posts costumeiros, eu vim para contar uma história, muito triste. Estou sensibilizado e muito agradecido por tanta demonstração de carinho, amizade, amor e paciência de todos os meus amigos, familiares e conhecidos (e até desconhecidos que passaram a ser amigos). O meu muito obrigado por todo apoio, respeito e lealdade!

Alguns de vocês devem estar se perguntando por que há alguns dias eu estava em luto. O que aconteceu? Porque ele está assim? Mas, difícil seria (apesar do desejo que tenho em poder dar atenção a todos) contar um a um os acontecimentos tristes das quais estive envolvido em 20 de abril. Seria penoso, e cruel. Como reconhecimento por tudo o que vocês todos tem feito por mim, volto ainda mais esta vez ao passado recente, para lhes dar conhecimento da tragédia que me envolveu.

No dia 20 de Abril, 0h40, eu estava deixando meu amigo Fayllor, a pedido dele, em uma avenida bem próxima a sua casa (no bairro Vila Nilo, Zona  Norte/SP); havíamos nos encontrado naquele dia, fomos ao shopping, depois saímos, comemos, rimos e conversamos muito [ e nem imaginavámos a tragédia que se avizinhava de toda aquela alegria 😥 ]; no momento em que ele estava descendo do carro, dois assaltantes chegaram na minha janela, arma em punho (apenas um deles tinha arma), ordenando nossa saída do carro; o Fayllor pediu a eles para levarem tudo e nos deixar, mas os assaltantes responderam que também nos levaria; no momento em que íamos sair do carro (o Fayllor saiu antes de mim), o assaltante armado já estava ao lado do Fayllor, e os dois começaram a brigar (o Fayllor deu um violento golpe – acho que uma cabeçada – no assaltante), caindo os dois quase no meio da avenida onde estavámos; o assaltante levantou primeiro e, rapidamente, deu no gatilho da arma… 1, 2 vezes, não saíram balas… na terceira… 😥 😥 a bala acertou o Fayllor, na cabeça… neste momento, acho que parei de viver, porque me lembro de muito pouco do que aconteceu… eu estava sentado no banco do motorista, com a porta aberta, o assaltante desarmado me puxou com violência para fora do veículo, me jogando no banco traseiro, saindo cantando pneus com a porta aberta, abandonando o Fayllor onde estava. Após eles perguntarem particularidades sobre o veículo e o que tinha dentro dele, me soltaram na Rodovia Fernão Dias, nas imediações do Parque Edu Chaves. Voltei correndo para socorrer o Fayllor, mas a policia já havia feito isso; foi uma viatura que me encontrou correndo já no começo da Fernão Dias, e me conduziu para um posto da Policia no Jaçanã, e após para o 73º DP, afim de prestar os esclarecimentos devidos à elucidação do caso. Diante de minha insistência por ver o Fayllor na hora em que os policiais me encontraram, fiquei sabendo que ele não havia falecido, mas estava hospitalizado recebendo todo o necessário… Sai do 73.º DP as 4h00 da manhã, fui direto para o hospital onde o Fayllor estava. Fiquei com ele até as 6h15 da manhã, hora esta em que saímos – eu e minha familia – para procurarmos sua familia (eu não conhecia os familiares do Fayllor, nem sabia onde ele morava ou trabalhava, e nem tinha seu telefone residêncial ou comercial, só seu celular, que desapareceu em meio à tragédia; nos conhecíamos há aproximadamente 3 semanas, somente…). Consegui localizá-los com a ajuda de Deus por volta das 9h00, mas antes já tinha passado pelo hospital para ver o estado do Fayllor; soube, então, que ele havia falecido as 06h30 da manhã 😥 😥 … foi desesperador, fiquei aterrado mais ainda 😥 😥

Eis, meus amigos, o motivo de todo meu luto e tristeza; estou tentando reagir, buscar forças não sei mais onde para não fracassar ou sucumbir, mas está tão dificil… gostaria que soubessem que todos vocês – mesmo sem saber o que estava acontecendo – me apoiaram muito, com suas mensagens e carinho.

Naquele momento, no momento em que vi o Fayllor partindo, minha vida parou… morreu algo dentro de mim, que eu ainda não consegui descobrir o que é… e isto tem me deixando desesperado algumas vezes, me sinto muito impotente para poder continuar… confio na vontade do Pai, confio nos sábios designios da vida, mas acho que uma prova dessa é um pouco superior ao que eu estava preprarado para suportar… por isso, tenho buscado me refugiar em Deus… por isso tenho buscado me consolar na música, grande alimento para minha vida e meu coração… mas  está tão dificil… quero acreditar – e me esforçar muito – meus amigos, que terei forças para suportar tudo até o fim…

De tudo, tudo, meus amigos, só tenho algo a pedir a vocês: valorizem muito cada ser humano que chegar à vocês; ame-o independente de qualquer coisa, estado ou situação. Evitem brigar, contrariar, irritar ou desagradar: afinal, não sabemos quanto tempo estaremos com as pessoas que amamos, e por isso mesmo totalmente inabilitados para qualquer julgamento, pois, ao nos separarmos (seja por nossa partida ou dessa pessoa tão importante), teremos na consciência e no coração a plena certeza de termos feito todo o possível por sua felicidade, e uma grata saudade no coração. E é assim que eu me sinto! Agradeço ao Pai por ter sido assim, por ter tido mais paciência e suportado mais; por ter preterido meu orgulho em detrimento à humildade; por ter preterido minha vaidade em detrimento à minha felicidade! Muito obrigado, meu Pai!

Deixo meu abraço grande, com muito amor e carinho à todos vocês! Amo a todos, vocês sem dúvida são o tesouro – único – e bem mais precioso de minha vida! Obrigado por existirem, e me permitir compartilhar de sua vida, apoio e amizade.

Fábio Galan

Uma vez mais…

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Sobre Fábio Galan

Masculino, 34 anos, solteiro. Resido em Guarulhos, São Paulo - Brasil. Sou Supervisor de Suporte Técnico, do ramo de Tecnologia da Informação.
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Uma resposta para Basta! Eu quero paz! Sem armas, crimes ou violências!

  1. Edna Oliveira disse:

    será que este Fábio existe?????se existir eh o ultimo dos apaixonados …

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